Gonçalo Faro – ginasta de Santarém voa para o Mundial

Gimno Clube de Santarém

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Por estes dias, Gonçalo Faro, de 15 anos, treina duas horas, diariamente, incluindo sábados, na nave desportiva de Santarém, para preparar a sua participação nos Campeonatos do Mundo por Idades, a realizar na Dinamarca de 30 de novembro a 7 de dezembro.


Marco Batista, presidente do Gimno Clube de Santarém, afirma-nos o seu orgulho pela representação que o GCS vai ter nos Mundiais com o ginasta Gonçalo Faro.
Com cerca de 100 ginastas nos diversos escalões, o Gimno Clube de Santarém tem sido, desde a origem, berço de dezenas de campeões nacionais e com presença em quase todos os Campeonatos Mundiais por Idades.
“O Gonçalo teve uma evolução muito rápida nos últimos três anos e já no ano passado conseguiu apurar-se e participar nos Mundiais realizados nos Estados Unidos da América”, afirma o presidente do Clube. “Neste momento, está a decorrer o processo para que o Gonçalo seja considerado ginasta de alto rendimento, o que facilitará a sua vida académica, por exemplo em termos de justificação de faltas escolares”, afirma o presidente do Clube.
Gonçalo jogou râguebi e praticou natação de competição desde os 6 anos, até que aos 12 anos experimentou e decidiu-se pelos trampolins. “Fiquei com alguma pena de não continuar no Rugby de Santarém – o meu irmão continua a jogar lá – mas os trampolins conquistaram-me, adoro a adrenalina, é um desporto que dá pica todos os dias”, afirma-nos Gonçalo.
Saltar a 5 ou 6 metros de altura, com mortais e piruetas, bem se vê que é uma proeza arriscada e Gonçalo também já sofreu algumas quedas, felizmente sem consequências graves.
Aluno do 10.º ano em Ciências, na Escola secundária Sá da Bandeira em Santarém, Gonçalo ambiciona ser médico desportivo. Apesar da forte carga de treinos diários e das competições aos fins de semana, tem conseguido bons resultados escolares, como nos confirma a mãe, a advogada Maria Manuel Faro, sua principal apoiante: “Ele esforça-se e tem cumprido, por isso, não há razão para não o deixar fazer aquilo de que mais gosta”. Ainda que as competições por vezes obriguem a faltar às aulas e até a alguns testes, o que obriga esta advogada a negociações com a escola que por vezes não facilita a vida aos atletas.
Como concilia os estudos, o desporto de competição, com a vida de um rapaz da sua idade? “Com muita organização dá sempre para tudo; todos os dias vou estudar após as aulas e depois vou treinar 2 horas, mas consigo estar com os meus amigos, vamos andar de skate, vou às redes sociais, e ao fim de semana saio sempre, mas nada de fazer noitadas antes dos treinos ou das competições”, diz-nos o ginasta.
“O apoio da minha mãe tem sido essencial, desde as viagens, estadias, alimentação, até os fatos, somos nós que temos de pagar, pois só há alguns apoios para os campeonatos nacionais”, afirma o ginasta.
O sonho de Gonçalo é “ser campeão olímpico, mas, para já, o objetivo é participar nestes Mundiais e conseguir passar às finais, depois logo se vê, tudo é possível”.
O ginasta de Santarém vai competir na disciplina de trampolim sincronizado, formando par com João Félix, de Reguengos de Monsaraz, sendo acompanhados pelo treinador de Reguengos, José Rondão. Curiosamente os dois ginastas conseguiram superar as dificuldades em treinar em conjunto, devido à distância de centenas de quilómetros que os separam, mas conseguiram sagrar-se este ano campeões nacionais em trampolim sincronizado juniores masculinos.
Gonçalo vai fazer uma série de 10 saltos, com 5 saltos duplos – mortais e piruetas, com um grau de dificuldade de 10.1. E para complicar tudo isto terá de estar em perfeita sincronia com o seu par. “Jogamos tudo em apenas 15 a 20 segundos, que é o tempo de um salto que, se corre mal, deita a perder uma época inteira de treinos”, afirma o ginasta.
No ano passado, Gonçalo participou nos Mundiais por Idades nos Estados Unidos, que considerou “uma experiência fantástica, dos melhores dias da minha vida, pelo convívio com ginastas de todo o mundo”.
Fernando Gaspar, o treinador do ginasta no GCS, diz que “o Gonçalo é um miúdo com muitas qualidades, é bastante trabalhador e tem capacidade de superar as adversidades, qualidades essenciais num desporto individual e tão incerto como este de saltar a 5 metros de altura num trampolim com 104 molas em que qualquer desequilíbrio resulta numa incerteza”.
No ano passado o treinador acompanhou Gonçalo e mais três colegas, que este ano já estão na universidade, o que fez do GCS um dos clubes com mais representação nos Mundiais. “Este ano fico por cá a torcer por fora, mas as expetativas são sempre as melhores”, conclui o treinador.

 

Fonte: O Ribatejo

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