Vitória Clube de Santarém atinge a final da Taça do Ribatejo em dois escalões, e vence dérbi em dose dupla com Caixeiros

Vitória assegurou Barquinha de dois mastros para tentar pescar a Taça

Vivem-se tempos áureos no futsal do Vitória Clube de Santarém! Num momento em que lidera e vice-lidera todos os campeonatos distritais de escalões de formação, tendo já arrebatado matematicamente o título em seniores femininos, chegou a vez de o emblema vitoriano brilhar na prova-rainha do calendário oficial da Associação de Futebol de Santarém: no passado fim de semana, as equipas de juniores masculinos e seniores femininos asseguraram presença na grande final da Taça do Ribatejo, a realizar em Vila Nova da Barquinha!

No total dos intensos dias 13 e 14 de Fevereiro, foram 9 desafios de actividade oficial do clube, com inegável destaque, pelo meio, para a disputa das meias-finais das taças distritais de diversos escalões (juvenis, juniores e seniores femininos), numa fase estruturada a duas mãos. Globalmente, em todas as faixas etárias em prova, apenas um denominador comum: a presença do Vitória Clube de Santarém.

Já com as faixas do Campeonato devidamente encomendadas, e na perseguição de uma inédita dobradinha para as cores azuis, a equipa sénior feminina experienciou, neste duplo embate de Taça, um dos testes mais melindrosos da época, perante o CAD Entroncamento, formação que se situará no 2.º posto final do Campeonato Distrital, muito embora em Dezembro último tenha saído vergada de Santarém por colossais 10-1.

Alentada pela derradeira possibilidade de somar um título ao seu palmarés na presente temporada, a turma do Entroncamento surgiu na capital de distrito disposta a contrariar as pupilas de Hugo Vieira, que seriam surpreendidas nos minutos iniciais com um golo obtido contra a corrente do jogo. No entanto, num par de minutos de exaltação, as vitorianas promoveriam a reviravolta no placar: Andreia Neves e Pulga agitaram as redes em cima do fecho do primeiro tempo. Um novo empate ainda fez estremecer as hostes escalabitanas, mas novamente Pulga, desta feita de grande penalidade, levou o Vitória em vantagem para o desafio da 2.ª mão (3-2).

Aí, a irrequieta n.º 14 assumir-se-ia, com mais um golo, como o agente inoculador da enfermidade mais temida pelas donas da casa: a eliminação da competição. Assim, um sofrido empate a uma bola sobrou para que o Vitória averbasse a segunda presença consecutiva no jogo de todas as decisões, seguindo-se agora a AD Fazendense, a 13 de Março, na Barquinha.

  

Juniores eliminam Caixeiros

Nas meias-finais do escalão de juniores masculinos, foram servidos em doses generosas o sal e a pimenta que sempre temperam os dérbis da cidade, num teste exigente ao arcaboiço cardíaco dos adeptos mais sensíveis. No final, como ordena a tradição, os esgares de alegria desenharam-se nos rostos vitorianos, após dois desafios excitantes, prenhes de emoção e espectáculo: triunfos por 5-3, no sábado, e 3-2, no dia seguinte, frente ao GFEC Caixeiros.

Na 1.ª mão, uma alucinante dança no marcador ao longo de todo o desafio culminaria numa preciosa vantagem de dois golos para o Vitória, com o emblema azul a alicerçar o sucesso na transcendente alma vitoriana de alguns dos maiores símbolos de sempre do futsal de formação do clube, como Daniel Carvalho (2 golos), Nuno Gomes (1), Rafa Pereira, entre outras individualidades em destaque. Rúben Ferreira e Lukas Costa, que em 2009 já sentiam na pele o manto alviceleste, rubricaram os restantes tentos do conjunto orientado por Ricardo Catrola, que viu igualmente o guardião João Silva assinar exibição para os compêndios.

Depois, no domingo, em novo desfile de emoções, o Vitória iniciaria a partida mais uma vez em desvantagem, numa situação adversa que se prolongou até ao descanso (0-1). Porém, na segunda metade, despontou mais uma vez a pujança física e o talento de Daniel, que igualou a contenda com um golo estratosférico, assinalando com pompa o seu 100.º tiro certeiro ao serviço do clube. À reacção adversária, com mais um tento, o camisola 9 e o carismático capitão Nuno Gomes garantiriam os bilhetes que valeram a final da competição, onde à espera estará o CD Os Patos.

Após este duplo sucesso, engrossa-se o ascendente histórico nos dérbis da cidade: em 12 confrontos frente aos Caixeiros no âmbito do futsal de formação, os vitorianos contam agora com 11 sucessos e somente 1 empate.  

 

Juvenis infelizes nos penáltis

A única formação do Vitória Clube de Santarém a tombar nesta antecâmara do grande palco da final seria a de juvenis, que, em Santarém, na 1.ª mão, até conseguiu amealhar importante vantagem por 3-1 frente à AD Mação, com tentos de Sousa, Eduardo e Jony.

Contudo, vinte e quatro horas depois, no recinto forasteiro, o conjunto de Hugo Frazão consentiria a igualdade na eliminatória no tempo regulamentar, não obstante prometedora vantagem inicial, fruto de um golo de Paulo Cova. No sempre ingrato desempate com recurso aos pontapés da marca de grande penalidade, os vitorianos claudicariam com infelicidade, após pontapé transviado do guardião Luís Guedes, que, tantas vezes herói na defesa das suas redes, não merecia a agrura que impediu o Vitória de fazer o pleno na tripla final do próximo dia 13 de Março. Ainda assim, os juvenis azuis permanecem estóicos no 2.º lugar do Campeonato Distrital (com 8 pontos sobre o mais directo perseguidor), posto que vale o acesso à Taça Nacional da categoria. 

 

Iniciados isolam-se no topo

Em grande continua a equipa de iniciados, que, no domingo, se libertou do opositor que com ela seguia de braço dado no cume do Campeonato Distrital do escalão. Apesar de uma exibição algo aquém do patamar já evidenciado esta temporada, os vitorianos provaram constituir indubitavelmente o melhor conjunto do distrito, obtendo uma preciosa goleada por 6-3, mercê dos golos de Jony (2), Miguel Tomé (2), João Peitaço e Bernardo Garcia.

 

Outros resultados dos escalões do Vitória CS:

Benjamins: Vitória CS, 11 – FutAlmeirim, 0;

Infantis: UF Entroncamento, 1 – Vitória CS, 9.

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